Tv Cultura Estreia Série De Paulo Markun Que Celebra O Legado De Mulheres Icônicas Na História Do Brasil – Entrete1
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Tv Cultura Estreia Série De Paulo Markun Que Celebra O Legado De Mulheres Icônicas Na História Do Brasil

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‘Cinco Mulheres’ Vai Ao Ar Neste Domingo (8/3), No Dia Internacional Da Mulher, Às 19H30

Neste domingo (8/3)às 19h30, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, estreia na TV Cultura a série documental nacional Cinco Mulheres. Dirigida e criada por Paulo Markun, a produção explora a vida e o legado de Anita GaribaldiChiquinha GonzagaMaria QuitériaMarquesa de Santos e Nair de Teffé, figuras femininas icônicas da história do Brasil.

Heroína dos Dois Mundos, Anita Garibaldi, ganha vida com Lucienne Guedes, enquanto Chiquinha Gonzaga é interpretada por Dalma Régia. Maria Quitéria e a Marquesa de Santos são protagonizadas por Cybele Jácome e Ana Markun, respectivamente; e Helena Miguel assume o papel de Nair de Teffé.

Gravados no icônico teatro do Sesc Consolação, em São Paulo, os episódios combinam depoimentos de especialistas e diálogos ficcionais entre as atrizes nos bastidores e nas apresentações de cinco monólogos.

“O que une Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, a Marquesa de Santos, Nair de Teffé e Maria Quitéria não é o século em que viveram nem o campo em que atuaram — é a ousadia. Cada uma à sua maneira recusou os limites que a sociedade tentou lhes impor. Fazer essa série significou encontrar uma linguagem à altura dessas histórias: a solidez do documentário, com especialistas e imagens de época, combinada com a força dramatúrgica de atrizes que deram vida a essas mulheres a partir de suas biografias. Estrear na TV Cultura, no Dia Internacional da Mulher, é uma coincidência que não poderia ser mais feliz”, enfatiza Paulo Markun, criador da série.

Foto: Divulgação

Confira a sinopse completa de cada episódio:

Episódio 1
No episódio de estreia, as atrizes se encontram no teatro do Sesc Consolação para preparar os monólogos de cinco mulheres históricas do Brasil. As conversas nos bastidores revelam suas reflexões sobre os desafios de interpretar essas figuras, intercaladas com trechos dos monólogos e análises de especialistas.

Lucienne Guedes assume o papel de Anita Garibaldi, heroína revolucionária. Custódio Rosa, cartunista, e Fernanda Aparecida Ribeiro, professora, discutem a complexidade de Anita, enquanto trechos do monólogo destacam sua evolução de jovem esposa a mulher de armas.

Helena Miguel interpreta Nair de Teffé, primeira caricaturista mulher e ex-primeira-dama do Brasil. Camila Galetti, socióloga, e Fátima Hanaque, historiadora, comentam sobre a ousadia de Nair, mostrando-a como uma mulher à frente de seu tempo.

Cybele Jácome retrata Maria Quitéria, heroína da Guerra de Independência da Bahia. As discussões destacam como sua imagem foi usada politicamente, com Nathan Gomes, historiador, e Rosa Symanski, escritora, oferecendo insights sobre sua figura.

Ana Markun dá vida à Marquesa de Santos, amante de Dom Pedro I. O episódio revela as nuances de sua personalidade, com a historiadora Mary Del Priore e o pesquisador Paulo Rezzutti discutindo seu impacto na corte imperial.

Dalma Régia interpreta Chiquinha Gonzaga, compositora e ativista. Edinha Diniz, biógrafa, e Ana Carolina Ministério, historiadora, analisam sua trajetória de vida e sua luta pelos direitos dos artistas.

Episódio 2
O segundo episódio continua explorando as vidas de Chiquinha Gonzaga e Nair de Teffé, mesclando diálogos, monólogos e depoimentos.

Dalma Régia reflete sobre Chiquinha Gonzaga, destacando sua pioneira contribuição à música brasileira. Edinha Diniz e André Salles Coelho, compositor, discutem sua importância na formação da identidade musical do Brasil, enquanto os monólogos capturam a intensidade de sua trajetória.

Helena Miguel revisita Nair de Teffé, com depoimentos de Camila Galetti e Pedro Corrêa do Lago, que sublinham sua influência cultural e política, especialmente no famoso sarau onde tocou Corta-Jaca. As discussões exploram como Nair desafiou as normas sociais, ao mesmo tempo que permanecia enraizada na aristocracia.

Episódio 3
O terceiro episódio é dedicado à Maria Quitéria, interpretada por Cybele Jácome. As atrizes discutem nos bastidores a transformação de Quitéria em uma heroína nacional, enquanto trechos dos monólogos mostram sua coragem.

Nathan Gomes e Raphael Pavão Rodrigues Coelho, historiadores, discutem como a memória de Quitéria foi moldada para servir a diferentes agendas políticas. Os depoimentos e conversas revelam a complexidade de sua história e o papel das mulheres na guerra.

Episódio 4
Este episódio retorna a Nair de Teffé, com Helena Miguel refletindo sobre o desafio de interpretar uma figura tão multifacetada. As discussões nos bastidores abordam a dualidade de Nair, que navegou entre a elite e a cultura popular.

Camila Galetti e Pedro Corrêa do Lago aprofundam a análise sobre sua influência, particularmente no evento Corta-Jaca, enquanto os monólogos revelam as tensões entre sua rebeldia e suas raízes aristocráticas.

Episódio 5
No episódio final, Lucienne Guedes interpreta Anita Garibaldi. As atrizes e especialistas discutem como a imagem de Anita foi mitificada ao longo do tempo, especialmente pelo fascismo italiano.

Mary Del Priore e Dimas Oliveira Junior analisam a transformação de Anita em um símbolo nacional, enquanto os monólogos capturam sua essência de coragem e sacrifício. As atrizes refletem sobre os desafios de representar essas mulheres cujas histórias foram narradas predominantemente por homens.

Este episódio final reforça a importância de revisitar e reavaliar essas figuras históricas à luz do presente, reconhecendo a complexidade e o impacto duradouro dessas mulheres na história do Brasil.

Sobre Paulo Markun

Paulo Markun é jornalista, escritor e diretor de séries e documentários. Começou na profissão em 1971, antes mesmo de formar-se pela Escola de Comunicações e Artes da USP em 1974.  Como apresentador de TV, comandou os programas SPTV 2ª  edição, da Rede Globo; Oito e Meia, da Rede Bandeirantes;  Imprensa na TVFogo Cruzado e Questão de Ordem, na TV  Gazeta; Noite e Dia e Jornal da Manchete, na Rede Manchete e  Jornal da Record e São Paulo à Tarde, na Rede Record e, por dez  anos, foi âncora e diretor do Roda Viva, da TV Cultura. Entre 2007 a 2010, exerceu o cargo de diretor-presidente da Fundação Padre Anchieta. Eleito o melhor apresentador de televisão em 1986, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, por sua atuação no programa São Paulo na TV, que inovou a maneira de fazer jornalismo na TV brasileira. Em 2005, foi indicado para o prêmio Juca Pato, de intelectual do ano. Três anos mais tarde, foi eleito o melhor executivo de comunicação pelo prêmio Comunique-se, em 2008. Vencedor do prêmio Jabuti, na categoria não-ficção em 2015, com os dois volumes de Brado Retumbante – Na lei ou na marra e Farol alto sobre as diretas – Markun escreveu outros 14 livros de não-ficção. Atuou como repórter, editor, colunista, chefe de reportagem e diretor de redação em grandes veículos de comunicação da mídia impressa: DCIO Estado de S. PauloFolha de S. PauloO GloboJornal da RepúblicaOpiniãoJornal da Tarde. Como publisher e executivo de comunicação, criou as revistas Imprensa e Radar, a edição paulista do jornal O Pasquim, a newsletter Deadline – sobre negócios da comunicação, o Jornal do Norte de Manaus, o site JD e concebeu o DN Brasil, em Portugal – plataforma para brasileiros vivendo a diáspora. Como produtor independente ou nas emissoras em que trabalhou, idealizou e dirigiu 61 documentários, além da série Retrovisor.

Paulo Markun. Foto: Divulgação

 

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