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Alê Astolphi

Andréia Mott: Saúde mental não é luxo e deve ser política pública prioritária no Brasil

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Créditos da Foto: Divulgação

Em um país que lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, o debate sobre saúde mental finalmente começa a ganhar espaço nas rodas de poder. Mas para Andréia Mott, doutora em Saúde Mental, apresentadora do programa Criando a Realidade na RedeTV! e colunista do egobrazil, ainda não é suficiente. A mensagem que ela carrega é direta: saúde mental não é luxo — é direito, é prevenção e precisa ser política pública prioritária no Brasil.


Com mais de 20 anos de experiência clínica, passagem por hospitais psiquiátricos e pela formação de médicos, Andréia Mott conhece de perto os dois lados do adoecimento emocional no Brasil: o da elite que tem acesso ao tratamento e o da maioria que sofre em silêncio. “O sofrimento emocional não escolhe classe social. A diferença é que quem tem recursos se trata. Quem não tem, adoece em silêncio — e arrasta famílias inteiras nesse processo”, afirma a doutora.


A crise que o Brasil insiste em ignorar
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade do mundo, com mais de 54 milhões de pessoas afetadas. Somados os casos de depressão — que já ultrapassam 12 milhões de brasileiros — o quadro revela uma crise de saúde pública que consome vidas, famílias, empresas e recursos do Estado. Ainda assim, a saúde mental segue sendo tratada como pauta secundária nas agendas políticas e corporativas do país.
Para Andréia Mott, essa negligência tem um custo altíssimo. “Cada real investido em prevenção emocional economiza dez em tratamento hospitalar. Cada líder emocionalmente equilibrado transforma o ambiente ao seu redor. A prevenção não é gasto — é o maior investimento que uma nação pode fazer em si mesma”, defende.


Neurociência a serviço da prevenção
Especialista em Neurociência e Física Quântica, com formação em Programação Neurolinguística, Andréia propõe uma abordagem que vai além do modelo tradicional de saúde mental. Através do seu Método Sagarah, ela integra ciência, consciência e espiritualidade para tratar não apenas os sintomas, mas as causas profundas do adoecimento emocional — os padrões inconscientes, as crenças limitantes e os bloqueios emocionais que nenhum remédio consegue alcançar sozinho.
A doutora defende a criação de programas públicos de prevenção emocional nas escolas, empresas e comunidades — iniciativas que ensinam regulação emocional, autoconhecimento e consciência desde cedo. “Quando ensinamos uma criança a reconhecer e nomear suas emoções, estamos prevenindo décadas de sofrimento. Quando capacitamos um gestor para liderar com inteligência emocional, estamos transformando organizações inteiras”, explica.

O papel da mídia e da liderança feminina
Através do programa Criando a Realidade na RedeTV! e de sua atuação na BPW São Paulo, Andréia Mott tem utilizado sua visibilidade para ampliar o debate sobre saúde emocional para além do consultório. Para ela, televiso e mídia digital são ferramentas poderosas de prevenção — porque alcançam quem jamais entraria em um consultório.
“Muitas pessoas têm o primeiro contato com a psicologia através de um programa de TV ou de um artigo na internet. Quando a comunicação é feita com responsabilidade e profundidade, ela se torna um instrumento de cura, clareza e prevenção”, afirma a apresentadora, que em junho realizará a Jornada Inabalável em Alphaville — evento presencial voltado à elite feminina que busca alinhar saúde emocional, espiritualidade e prosperidade.

Créditos da Foto: Divulgação
Créditos da Foto: Divulgação


Saúde mental como pauta de Estado
A Dra. Andréia Mott defende que o Brasil precisa avançar em três frentes simultâneas: ampliar o acesso ao tratamento psicológico pelo SUS, investir em prevenção nas escolas e empresas e formar líderes emocionalmente saudáveis — porque uma nação só se transforma quando as pessoas que a dirigem estão em ordem interna.


“Não precisamos esperar adoecer para cuidar da mente. A saúde mental preventiva é o caminho mais inteligente, mais humano e mais econômico que temos. E chegou a hora de transformar isso em política pública de verdade”, conclui a doutora, que segue construindo, pauta a pauta, a ponte entre a ciência da mente e a consciência coletiva do Brasil.

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