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A perigosa moda dos energéticos no Carnaval

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Conheça os riscos do uso excessivo e da mistura com bebidas alcoólicas, hábitos comuns durante a folia

Um levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) mostra que o consumo de energéticos vem aumentando. Mas os foliões que costumam “virar” noites em maratonas de blocos e desfiles movidos a esse tipo de bebida, utilizada principalmente para ampliar a disposição, devem se conscientizar: a ingestão frequente ou exagerada pode sabotar, além do sono, o coração e o bem estar.

“No Carnaval, as pessoas misturam energéticos com bebida alcoólica. Isso é um perigo. Pessoas viciadas em cafeína para combater cansaço e fadiga precisam investigar o déficit de cortisol, pois podem estar com desequilíbrio hormonal e talvez necessitem de reposição”, alerta a geriatra especialista em medicina ortomolecular Márcia Umbelino, que pode indicar o implante de chip no tratamento.

Ingeridos para melhorar o desempenho físico e turbinar a diversão, os energéticos se popularizaram entre jovens e adultos. No entanto, a bebida gera riscos ao “excitar” o coração, influenciando em seu ritmo normal. De acordo com a médica, quanto maior o nível de cafeína e álcool no sangue, maior será a desordem e o risco de morte. Em períodos como o Carnaval, são frequentes os casos de arritmia, que pode ainda gerar AVC, trombos e embolia pulmonar.

“As bebidas energéticas não devem ser consumidas como um refrigerante. E o problema não está somente na alta quantidade de cafeína. Elas aceleram o metabolismo, levando a um quadro de estresse, devido a presença de substâncias como guaraná, ginseng e taurina na composição”, explica a geriatra, acrescentando que ansiedade, taquicardia e falta de ar são as possíveis consequências dos excessos.

A médica adverte, ainda, que a mistura com álcool pode ter consequência ainda pior: ao deixar a pessoa mais alerta, o energético aumenta a chance de ela consumir uma quantidade maior de bebida alcoólica, elevando assim o potencial da cafeína e do risco de arritmia. Quem consome a combinação não percebe o estado de embriaguez e pode, por exemplo, querer dirigir sem estar em condição, além de ter mais tendência à hiperatividade e a ficar dependente de álcool.

O tratamento com soroterapia também é um aliado para evitar que o indivíduo adoeça. A técnica consiste em suplementar vitaminas, minerais, antioxidantes, aminoácidos e medicamentos, para reverter danos a órgãos importantes. A geriatra destaca a importância do procedimento intravenoso na ajuda com a recuperação do organismo depois da maratona de blocos e desfiles.

“O procedimento auxilia com a desintoxicação dos malefícios que o álcool proporciona. Com a soroterapia é possível resgatar as vitaminas e sais minerais por exemplo, através dos remédios que são colocados na solução intravenosa”, finaliza a médica.

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