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Agosto Dourado: amamentação fortalece a imunidade do bebê e protege a saúde da mãe

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Durante o mês de conscientização sobre o aleitamento materno, pediatra reforça que o leite materno vai muito além da nutrição e traz benefícios que acompanham mãe e filho por toda a vida

Agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, movimento dedicado à promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Entre os dias 1º e 7 de agosto, a Semana Mundial da Amamentação mobiliza profissionais de saúde em diversos países para conscientizar sobre a importância do leite materno nos primeiros meses de vida e incentivar políticas que apoiem as mulheres durante esse período.

Reconhecido como o alimento mais completo para o recém-nascido, o leite materno fornece todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê até os seis meses de vida, além de desempenhar um papel fundamental na prevenção de doenças e no fortalecimento do vínculo entre mãe e filho.

Segundo a pediatra Dra. Renata Castro, amamentar é um investimento na saúde presente e futura da criança.

“O leite materno é um alimento vivo, produzido de acordo com as necessidades do bebê em cada fase do desenvolvimento. Além de fornecer proteínas, gorduras, vitaminas e minerais na medida certa, ele contém anticorpos, células de defesa e fatores imunológicos que ajudam a proteger contra infecções e contribuem para o amadurecimento do sistema imunológico”, explica.

Estudos mostram que crianças amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses apresentam menor risco de desenvolver infecções respiratórias, diarreias, alergias, obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão ao longo da vida. O aleitamento também está associado ao melhor desenvolvimento cognitivo e emocional.

“O leite materno reduz significativamente o número de internações por doenças infecciosas nos primeiros anos de vida. É uma proteção natural que nenhum outro alimento consegue reproduzir completamente”, afirma a especialista.

Embora os benefícios para o bebê sejam amplamente conhecidos, a amamentação também promove importantes ganhos para a saúde da mulher. Durante esse período, ocorre liberação de ocitocina, hormônio que auxilia na contração do útero, reduz o risco de hemorragias no pós-parto e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

“Além de favorecer a recuperação após o parto, a amamentação está associada à redução do risco de câncer de mama, câncer de ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. É um cuidado que beneficia duas vidas ao mesmo tempo”, destaca Dra. Renata Castro.

Apesar das vantagens, muitas mulheres enfrentam dificuldades logo nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Dor, fissuras nos mamilos, ingurgitamento mamário e insegurança sobre a quantidade de leite produzida estão entre as principais causas de interrupção precoce do aleitamento.

“A maioria dessas dificuldades pode ser resolvida com orientação adequada. A pega correta, o posicionamento do bebê e o acompanhamento de profissionais capacitados fazem toda a diferença para que a amamentação aconteça de forma mais confortável e prazerosa”, explica.

Outro mito frequente é acreditar que algumas mulheres produzem um leite “fraco”. Segundo a pediatra, essa ideia não possui respaldo científico.

“Não existe leite materno fraco. O leite humano é completo e se adapta às necessidades nutricionais do bebê. Em muitos casos, a impressão de que o leite é insuficiente está relacionada à livre demanda, que faz o bebê mamar com maior frequência justamente porque o leite materno é facilmente digerido”, esclarece.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, a amamentação deve ser mantida juntamente com a introdução alimentar até dois anos ou mais, sempre que mãe e filho desejarem.

“A amamentação não deve ser vista apenas como uma forma de alimentar o bebê. Ela representa proteção, desenvolvimento, acolhimento e fortalecimento do vínculo afetivo. Cada gota de leite materno oferece benefícios que podem repercutir positivamente por toda a vida”, ressalta.

Durante o Agosto Dourado, a pediatra também destaca a importância do apoio da família, dos empregadores e da sociedade para que as mulheres consigam amamentar pelo tempo recomendado.

“Amamentar não é uma responsabilidade exclusiva da mãe. Ela precisa de informação, acolhimento e de uma rede de apoio que respeite esse momento. Quando toda a sociedade participa desse processo, os benefícios alcançam não apenas a criança, mas toda a família”, conclui Dra. Renata Castro.

Sobre a especialista

Dra. Renata Castro é pediatra, com atuação voltada ao acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, promoção da saúde, aleitamento materno, alimentação infantil e prevenção de doenças na infância. Defende uma abordagem baseada em evidências científicas, acolhimento às famílias e incentivo à amamentação como um dos principais pilares para um início de vida mais saudável.

(Fotos: Divulgação)

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