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Saude e Beleza

Antes de iniciar transplante capilar, Gretchen raspa a cabeça em live: “Incentivar as mulheres”

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Artista enfrenta quadro de alopecia e decidiu mostrar o cabelo natural antes de passar por nova etapa do tratamento; especialistas explicam quando o transplante capilar pode ser indicado para mulheres

Gretchen voltou a chamar atenção nas redes sociais ao compartilhar uma decisão que envolve não apenas a própria aparência, mas também a forma como mulheres lidam com a queda de cabelo. A artista, que enfrenta um quadro de alopecia e já recorreu a prótese capilar para lidar com a perda dos fios, raspou a cabeça durante uma live antes de iniciar uma nova etapa relacionada ao transplante capilar.

A decisão vem na esteira de uma postura que a cantora vem adotando publicamente nos últimos anos: mostrar a realidade dos próprios cabelos e falar abertamente sobre alopecia, uma condição que pode provocar queda parcial ou significativa dos fios. Em maio deste ano, Gretchen já havia declarado que cogitava raspar a cabeça diante da progressão do quadro.

A artista também já explicou que passou a utilizar uma lace, inclusive uma prótese desenvolvida para pessoas que precisam proteger o couro cabeludo durante tratamentos médicos. Segundo relatos anteriores da cantora, a queda começou após um corte químico e foi agravada por outros fatores, incluindo a Covid e alterações relacionadas à reposição hormonal.

Mais do que uma mudança de visual, o gesto de Gretchen coloca em evidência uma questão que ainda costuma ser pouco discutida: a queda de cabelo também afeta mulheres e pode provocar impactos importantes na autoestima, na identidade e na vida social.

Transplante capilar também é uma opção para mulheres

Durante muito tempo, o transplante capilar esteve associado quase exclusivamente aos homens. A evolução das técnicas, porém, ampliou as possibilidades de tratamento para pacientes do sexo feminino, inclusive em casos de rarefação dos fios, alopecia androgenética e alterações na linha frontal.

Segundo o especialista em transplante capilar Dr. Alan Wells, o procedimento deixou de ser uma alternativa restrita aos quadros clássicos de calvície masculina.

“O transplante capilar feminino passou por uma grande evolução. Hoje conseguimos tratar áreas de rarefação, recuperar densidade e redesenhar a linha frontal dos cabelos respeitando as características femininas do rosto. O objetivo não é apenas preencher uma área sem fios, mas devolver naturalidade e autoestima para a paciente”, explica.

Nas mulheres, a perda capilar geralmente apresenta características diferentes das observadas nos homens. Em vez de entradas bem delimitadas ou uma área completamente sem fios, é comum ocorrer uma redução progressiva da densidade, principalmente no topo da cabeça.

“A mulher normalmente não chega ao consultório dizendo apenas que está ficando careca. Ela percebe mudanças sutis, como menos volume, dificuldade para esconder o couro cabeludo ou uma sensação de que o rosto ficou mais exposto. Essas alterações podem impactar diretamente a autoestima”, afirma o especialista Dr. Alberto Correia.

Alopecia exige diagnóstico antes de qualquer cirurgia

A alopecia pode ter diferentes causas e tipos. Alterações hormonais, predisposição genética, envelhecimento, estresse, doenças autoimunes e outros fatores podem estar relacionados à queda dos fios. Por isso, especialistas reforçam que identificar a origem do problema é fundamental antes de considerar um procedimento cirúrgico.

No caso de mulheres com alopecia androgenética, por exemplo, ocorre um afinamento progressivo dos fios, principalmente na região superior do couro cabeludo. A evolução pode deixar a pele mais aparente e modificar a percepção de volume dos cabelos.

“O diagnóstico é a etapa mais importante. Existem casos em que tratamentos clínicos conseguem controlar a queda e melhorar a qualidade dos fios. O transplante é indicado principalmente quando existe uma perda definitiva ou quando a paciente busca recuperar áreas específicas que não respondem a outros tratamentos”, orienta Dr. Alberto Correia.

O especialista Dr. Alan Wells reforça que o transplante não deve ser tratado como resposta automática para qualquer tipo de queda.

“O diagnóstico correto é a primeira etapa. O transplante é uma solução definitiva para áreas em que existe perda de fios, mas precisamos entender o motivo da queda e controlar possíveis doenças associadas para garantir um resultado duradouro”, explica.

Linha da testa também pode ser corrigida

Além da recuperação de áreas com rarefação, o transplante capilar feminino pode ser utilizado para corrigir a chamada testa alta. Em determinadas pacientes, a distância entre as sobrancelhas e o início dos cabelos pode ser considerada excessiva, seja por característica genética ou por alterações ocorridas ao longo da vida.

Nesses casos, uma das possibilidades é o avanço da linha capilar anterior. A técnica permite reposicionar os fios de maneira planejada para criar uma proporção mais equilibrada entre testa, sobrancelhas e demais estruturas do rosto.

“Muitas mulheres possuem uma testa naturalmente mais ampla e isso pode gerar uma insatisfação estética, principalmente quando existe a sensação de desarmonia entre as estruturas do rosto. O avanço da linha capilar permite reposicionar os fios de maneira planejada, respeitando o desenho natural da face”, explica Dr. Alberto Correia.

Para Dr. Alan Wells, o planejamento precisa considerar as características individuais de cada paciente.

“Muitas mulheres convivem durante anos com a sensação de que a testa é desproporcional ao rosto. O avanço da linha capilar permite reduzir essa distância de forma natural, criando uma moldura facial mais harmônica sem alterar a identidade da paciente”, afirma.

Raspar a cabeça não é regra no transplante feminino

A decisão de Gretchen de raspar os cabelos também chama atenção para uma dúvida comum entre mulheres que consideram realizar um transplante capilar: é preciso raspar toda a cabeça?

Segundo os especialistas, não necessariamente. Dependendo da técnica escolhida, da quantidade de fios a serem transplantados e das características individuais da paciente, é possível preservar parte dos cabelos existentes.

“Existe uma preocupação muito grande das mulheres em relação à aparência durante o período de recuperação. Hoje, dependendo da técnica utilizada e da avaliação individual, conseguimos realizar o transplante preservando boa parte dos fios existentes, sem a necessidade de raspar toda a cabeça”, destaca Dr. Alberto Correia.

Dr. Alan Wells faz a mesma ressalva e explica que existem técnicas que podem ser adaptadas à realidade feminina.

“A mulher geralmente tem uma relação muito forte com o cabelo e muitas têm receio de ficar com a cabeça raspada durante o período de recuperação. Atualmente existem técnicas que permitem realizar o procedimento preservando os fios existentes, dependendo da avaliação de cada caso”, destaca.

No caso de Gretchen, a raspagem foi uma decisão pessoal dentro do processo que ela vem compartilhando publicamente. A cantora já havia falado sobre a intenção de assumir o visual raspado e sobre o desejo de usar sua exposição para incentivar outras mulheres a encararem a alopecia com menos vergonha.

O transplante busca um resultado natural

O procedimento utiliza unidades foliculares retiradas da própria paciente, geralmente de uma área doadora localizada na parte posterior da cabeça. Os fios são então implantados nas regiões que apresentam menor densidade ou utilizadas para reconstruir uma nova linha frontal.

A naturalidade depende de uma série de fatores, entre eles o planejamento da área receptora, a direção dos fios e a distribuição da densidade.

“O transplante capilar exige planejamento artístico e conhecimento técnico. Não basta colocar fios em uma determinada área. É preciso respeitar o ângulo, a direção de crescimento, a distribuição da densidade e o formato natural do cabelo feminino”, afirma Dr. Alberto Correia.

Dr. Alan Wells também destaca que o resultado não deve ser percebido como uma intervenção artificial.

“O segredo de um bom resultado está no planejamento. É preciso respeitar o ângulo de nascimento dos fios, a direção do crescimento, a distribuição da densidade e as características individuais de cada paciente. Um transplante bem feito precisa parecer que aquele cabelo sempre esteve ali”, ressalta.

Cabelo, autoestima e identidade feminina

A repercussão do caso de Gretchen também evidencia uma dimensão que vai além da estética. Para muitas mulheres, a queda dos cabelos representa uma mudança significativa na maneira como se percebem e se apresentam socialmente.

A própria cantora vem usando suas redes sociais para mostrar diferentes fases do tratamento, incluindo momentos sem prótese ou mega hair. Em 2025, ela já havia afirmado que queria mostrar a realidade de quem enfrenta a perda capilar e defendido que mulheres se sintam livres para escolher como querem lidar com a própria aparência.

Para os especialistas, esse aspecto emocional deve ser considerado durante a avaliação.

“O cabelo faz parte da identidade feminina. Muitas pacientes relatam que passaram a evitar fotos, determinados penteados ou situações sociais por causa da queda dos fios. Quando conseguimos restaurar o cabelo de forma natural, também ajudamos na recuperação da confiança”, explica Dr. Alberto Correia.

Dr. Alan Wells reforça que o impacto pode aparecer em diferentes situações do cotidiano.

“O cabelo tem uma representação muito importante na identidade feminina. Muitas pacientes chegam ao consultório relatando insegurança, dificuldade para se arrumar ou até evitando determinados ambientes por causa da aparência dos fios. Quando recuperamos o cabelo, muitas vezes recuperamos também a confiança”, afirma.

O caso de Gretchen ajuda, portanto, a ampliar uma discussão que ainda costuma ser cercada por tabus. A queda de cabelo feminino não deve ser encarada apenas como uma questão estética, mas como uma condição que merece investigação, diagnóstico e tratamento individualizado.

O transplante pode fazer parte desse tratamento em situações específicas, mas a indicação depende da causa da queda, da estabilidade do quadro, da qualidade da área doadora e dos objetivos de cada paciente. Antes de qualquer cirurgia, a avaliação especializada é fundamental.

“A mulher não precisa aceitar a perda de cabelo como algo inevitável. Com avaliação especializada e técnicas modernas, é possível recuperar fios, corrigir a linha da testa e alcançar um resultado natural, respeitando a beleza e a individualidade de cada paciente”, conclui Dr. Alan Wells.

Sobre os especialistas

Dr. Alan Wells é especialista em transplante capilar, com atuação voltada para técnicas modernas de restauração dos fios em homens e mulheres. Atua no diagnóstico das principais causas de queda capilar e na realização de procedimentos personalizados, incluindo tratamento da alopecia androgenética feminina, recuperação de densidade capilar e reconstrução da linha frontal dos cabelos, priorizando resultados naturais e harmônicos.

Dr. Alberto Correia é especialista em transplante capilar, com atuação em Salvador (BA), dedicado ao diagnóstico e tratamento das principais causas de queda de cabelo em homens e mulheres. Atua com técnicas modernas de restauração capilar, incluindo tratamento da alopecia androgenética feminina, recuperação de densidade dos fios e reconstrução da linha frontal, com foco em resultados naturais e individualizados.

(Fotos: Reprodução/Instagram)

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