Peterson Baestero
Filme mineiro “Maestra” será exibido no Citronela Doc 2025 – Festival de Documentários de Ilhabela

Produção reflete sobre os espaços das mulheres no cotidiano e na construção das cidades
* Evento gratuito acontece entre 27 e 31 de agosto de novembro em Ilhabela (SP) e online entre 1 a 10 de setembro na Spcine Play
* Exibições acontecem no Centro Histórico
Vem aí o 5º Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela, que vai acontecer entre 27 e 31 de agosto de 2025, no Esporte Clube Ilhabela e no Hostel da Vila, próximos ao Centro Histórico.
O Citronela Doc é um festival gratuito de cinema documental, realizado anualmente em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, e com exibição online para todo o Brasil pela plataforma Spcine Play. O evento apresenta uma seleção de documentários brasileiros de curta e longa-metragem, contemporâneos e premiados, sempre com foco na diversidade de perspectivas, temas e pontos de vista.
A programação inclui duas mostras principais, a nacional e a regional, com filmes do Litoral Norte e Vale do Paraíba, além de debates com realizadores e convidados e outras atividades artísticas, como música e teatro (veja a programação na grade abaixo). “Mais do que exibir documentários, queremos criar encontros entre realizadores, moradores e visitantes”, diz Lívia Razente, produtora executiva do festival.
A recente produção de Minas Gerais “Maestra” ganha uma de suas primeiras exibições públicas no Citronela Doc. O longa-metragem acompanha, ao longo de seis anos, o cotidiano de uma rara mulher mestre de obras. Ao revelar como o trabalho da protagonista combina cálculo, força e um certo jeito de corpo, a diretora Bruna Piantino (de “Xeque-Mate”) reflete sobre os espaços das mulheres no cotidiano e na construção das cidades.
“Maestra” será exibido no festival Citronela Doc no sábado, às 16h, no Esporte Clube Ilhabela, Centro Histórico, e também está disponível online na Spcine Play, entre 1 e 10 de setembro.
O festival
Ao todo, são 37 filmes exibidos no Citronela Doc: nove longas-metragens e 26 curtas-metragens produzidos em 9 estados brasileiros e oito cidades do Litoral Norte e Vale do Paraíba. Um grande diferencial do festival neste ano é trazer dois filmes que usam tecnologias de realidade estendida (XR). “O Citronela Doc nasceu do desejo de reunir histórias que não apenas informam, mas provocam, tocam e transformam”, afirma Livia Razente. “Nossa curadoria busca filmes que criam pontes entre diferentes territórios, vozes e experiências”.
Para a mostra nacional, os filmes foram selecionados pelos curadores Luciana Oliveira, Bethania Maria e Francisco César Filho (veja biografias abaixo), além de Matias Borgström, Débora Bergamini e Juliana Borges, da produção do Citronela Doc. Os documentários dessa mostra são filmes geralmente inéditos, que estão no circuito nacional e internacional de festivais, ou que entraram no circuito de cinema comercial, mas ainda não estão disponíveis para o público do litoral. É o caso de “Ritas”, que apresenta a cantora Rita Lee de maneiras que os espectadores ainda não viram.
Para a mostra regional, o Citronela Doc recebeu um número impressionante de inscrições em 2025: 50 filmes. Os documentários que integram a mostra foram selecionados pelos curadores Rodrigo Pereira, Matias Borgström e Juliana Borges.
Realidade estendida (XP)
Neste ano o Citronela Doc traz diversas novidades. Uma delas é uma mostra que trará dois filmes que usam realidade estendida (XP), que abrange tecnologias imersivas como realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR) e realidade mista (MR). Oito dispositivos do tipo Oculus Quest 3 serão disponibilizados para essas experiências imersivas e surpreendentes que o público do Citronela Doc poderá curtir.
Serão exibidos “Human”, filme de Débora Bergamini, e “Estação Imersiva Uxil’nexa D’manedwa Toré Virtual”, de Hugo Fulni-ô e Carolina Berger. “Human” nos leva a uma viagem com as sondas Voyager I e II, na qual os participantes são convidados para uma jornada espacial em que a humanidade busca a compreensão de sua existência finita diante da vastidão do cosmo. Já “Toré Virtual” é uma experiência sensorial que leva o espectador a uma jornada pela cultura Fulni-ô e pelo Toré, prática sagrada do povo indígena que habita o município de Águas Belas, em Pernambuco.
Mostra online
Além disso, pela primeira vez o festival terá uma mostra exclusivamente online, de documentários do Litoral Norte e Vale do Paraíba, além dos filmes que serão exibidos no festival. Vários dos filmes exibidos no festival presencial também estarão disponíveis na Spcine Play.
Sessões especiais
O Citronela Doc também promove sessões especiais, fora das mostras. Elas são compostas por dois filmes produzidos por alunos que frequentaram a Escola Livre de Cinema Caiçara, em São Sebastião, em 2024. A escola é um projeto da Associação Cultural Citronela e ofereceu um curso profissionalizante para preparar jovens de São Sebastião, Caraguatatuba e Ilhabela para trabalhar no mercado audiovisual. “O Som da Maré” mistura ficção e realidade ao acompanhar uma jovem cineasta que volta à casa de sua avó, no litoral, após uma tempestade. Enquanto acompanha a especulação imobiliária que ameaça a população local e reflete sobre as mudanças climáticas que ameaçam os moradores com inundações, ela é atraída por um canto enigmático vindo do mar. Já “DÊsGRAÇAs”, da dupla Goraco, é a única animação na programação do Citronela Doc. O filme resgata uma lenda nas comunidades caiçaras de São Sebastião: a de uma figura sombria que aparece quando palavras de ódio ou desgraça são ditas. Representado como uma força opressora — e, simbolicamente, como o invasor colonial europeu —, o Mau Agouro é um alerta ancestral sobre o poder das palavras.
Fechando as sessões especiais será exibido “Topo”, de Eugenio Puppo, gravado em São Sebastião por uma equipe de São Paulo. O filme é um relato impactante de como as obras de infraestrutura e a expansão do turismo estão transformando profundamente as vidas dos moradores de São Sebastião. Edivaldo Nascimento, morador da cidade e amante do cinema, decide registrar com sua câmera as transformações em sua terra. Enquanto isso, Iara enfrenta dificuldades ao tentar encontrar um novo lar no bairro da Topolândia, enquanto lida com os transtornos provocados pela construção de uma rodovia nos arredores de sua casa e uma tempestade inesperada assola a cidade. Conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Edivaldo estará no Citronela Doc, no debate “Memória, identidade e território: o audiovisual como ferramenta”, na sexta-feira, dia 29/8, às 16h.
Mostra nacional – conheça os filmes
Na mostra nacional, um dos destaques é o longa-metragem “Ritas”, que refaz a trajetória da Rita Lee (1947-2023) a partir de entrevistas e depoimentos da própria artista. Com farto material de arquivo, o filme dirigido por Oswaldo Santana tem empolgado plateias por seu estilo vibrante e alto astral. Trata-se de um verdadeiro documentário-festa. Já é o documentário mais visto de 2025.
Dirigido pelo premiado cineasta pernambucano Marcelo Gomes (de “Cinema, Aspirinas e Urubus”), o sofisticado “Criaturas da Mente” mergulha nos estudos de Sidarta Ribeiro, neurocientista brasileiro que, há 20 anos, estuda os mistérios do sonhar. Partindo da ideia de que o sonho é o motor da revolução humana, no filme Sidarta explora como nossos sonhos e outras formas de acesso ao inconsciente podem transformar a experiência humana. O escritor e liderança indígena Ailton Krenak também está presente no documentário.
A elogiada cena cinematográfica assinada por cineastas indígenas brasileiros marca presença no Citronela Doc com dois curtas-metragens e com o longa “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe”. Este último é assinado por três diretoras indígenas – Beka Saw Munduruku, Rilcélia Akay de Souza Munduruku e Aldira Akay Munduruku – e trata da luta do povo Mundurukuyü para defender seu território diante das pressões de grandes projetos de infraestrutura e das invasões de atividades ilegais. Um mergulho detido do cotidiano e dos desafios dessa comunidade, abordando a relação dos indígenas com a floresta, a produção mescla material de arquivo, animações, montagem com cortes de impacto, cenas subaquáticas e imagens colhidas via drone. Já o curta-metragem “Sukande Kasáká | Terra Doente”, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, mostra como o povo Khĩsêdjê, que é obrigado a abandonar sua maior aldeia após detectar a contaminação por agrotóxicos, que envenena suas terras, rios e alimentos. Cercados por monoculturas de soja, eles lutam para proteger sua cultura, suas famílias e seu território, enfrentando um inimigo invisível que ameaça sua existência. Foi vencedor do prêmio de melhor curta-metragem brasileiro no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, melhor curta na Mostra Ecofalante de Cinema e de melhor filme de curta ou média-metragem da Mostra Indígena e de Povos Tradicionais no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.
Também de curta duração, “Donas da Terra”, da jornalista Ana Marinho, é um documentário etnográfico realizado durante trabalho de campo na Aldeia Indígena Xokó, localizado a 200 km de Aracaju, e busca trazer à superfície narrativas femininas sobre a luta da retomada da terra.
Também nossas raízes africanas estão em pauta em diferentes títulos da programação do festival. Um mergulho no universo afrobrasileiro por meio da música soul – esta é a proposta de “Alma Negra, do Quilombo ao Baile”, do diretor Flavio Frederico (de “Em Busca de Iara”). Selecionado para o Festival de Havana, o longa retrata, além dos aspectos musicais, o movimento de valorização da cultura negra e a luta política contra o racismo, buscando nos quilombos e nos bailes de soul, um retrato da alma da negritude brasileira. Por sua vez, “Salão de Baile: This is Ballroom” mergulha no pulsante universo da comunidade preta LGBTQIAPN+ do Rio de Janeiro, explorando a influência da cultura ballroom, nascida na década de 1960 em Nova York. Escrito e dirigido pela dupla Vitã e Juru, o filme tem marcante plasticidade e oferece um olhar íntimo sobre uma ball (baile) onde os participantes têm a liberdade de experimentar novas formas de expressão de identidade, gênero e potencial artístico através dos movimentos corporais. Em sua carreira, a obra tem acumulado premiações em festivais no Brasil e no exterior. Ao final da exibição do filme, no sábado às 22h40, será realizada uma performance do Coletivo Ballroom Litoral Norte.
Também curta-metragem, a produção da Bahia “Na Volta Eu Te Encontro”, de Urânia Munzanzu, se passa em uma cidade fortemente influenciada pelas revoltas caribenhas na qual a população toma as ruas comemorando independência e liberdade de seu povo preto e indígena. Foi vencedor dos prêmios de melhor fotografia e de melhor som no Panorama Internacional Coisa de Cinema.
Por sua vez, o curta “Talvez Meu Pai Seja Negro” busca pela história da família de sua diretora, Flávia Santana, trazendo reflexões profundas sobre identidade, ancestralidade, apagamento da memória negra-indígena no Brasil. Trata-se, segundo a crítica especializada, de uma experiência sensível, necessária e urgente. Um registro sobre a tradição das benzedeiras de São Cristóvão (SE), o curta “Sobre Plantas, Mãos e Fé” promove uma homenagem ao sagrado e aos saberes ancestrais. Os diretores construíram sua obra a partir de um encontro com Ile Ase Alaroke Baba Ajagunan, terreiro de candomblé de nação ketu.
Título dos mais elogiados da atual safra do cinema brasileiro, “Mambembe” é um longa sobre a pesquisa para um filme, uma proposta reflexiva sobre o fazer cinema centrada na busca de personagens. O diretor Fabio Meira (de “Tia Virgínia”) retoma uma filmagem de 2010 sobre um topógrafo errante e seu encontro com três mulheres de um circo mambembe. A produção foi vencedora dos prêmios de melhor filme nos festivais de Vitória, Panorama Internacional Coisa de Cinema e FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, além de acumular outras láureas.
Também longa de carreira vitoriosa, a produção pernambucana “Tijolo por Tijolo” conquistou para sua dupla de realizadores, Victória Álvares e Quentin Delaroche, premiações de melhor direção no Olhar de Cinema – Festival internacional de Curitiba, Festival de Triunfo e no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, entre outros prêmios. O filme acompanha a história de uma influenciadora digital da periferia de Recife e seu marido, abordando temas como desemprego e gravidez.
O curta “Domingo no Golpe” foi inteiramente produzido com imagens captadas em 8 de janeiro de 2023 pelas câmeras de segurança do Palácio do Planalto, em Brasília. De proposta ensaística e sofisticada, a obra assinada por Lucas Bambozzi (de “Lavra”) e da artista e professora Giselle Beiguelman é conduzida por narração criada a partir de trechos do relatório final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, também conhecida como CPMI dos Atos Antidemocráticos e CPMI do Golpe. A produção recebeu menção honrosa na Mostra Ecofalante de Cinema.
Produção com elogiada montagem, vencedora dos prêmios dessa categoria na Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Fecico – Festival de Cinema de Colombo, “A Sua Imagem na Minha Caixa de Correio” explora a paixão pelo cinema por meio de cartas trocadas entre leitores de uma revista. O curta, assinado por Silvino Mendonça, foca em como essas correspondências – repletas de notícias sobre filmes, desabafos e confissões – revelam desejos despertados por imagens cinematográficas. A obra também aborda a prática de colecionar fotografias de atores e atrizes, mostrando como a mídia física influencia a relação com o cinema.
Definida como uma ficção científica documental, o curta-metragem paraibano “A Nave Que Nunca Pousa” observa o processo da introdução das usinas eólicas em uma comunidade quilombola do sertão nordestino. O que, à primeira vista chega como novidade, aos poucos se revela como um desdobramento com resultados incontornáveis. A obra marca a estreia da diretora Ellen Morais.
Acessibilidade do festival
O Citronela Doc é um festival que tem forte preocupação com a acessibilidade. Os filmes contam com legenda descritiva e libras, todos os debates têm intérprete de libra.
O Esporte Clube Ilhabela é preparado para receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Nossa equipe é preparada para receber pessoas com deficiência. Dúvidas: (11) 99212-7057.
O festival
Desde 2021, o Citronela Doc acontece todos os anos em Ilhabela. O evento é organizado pela Associação Cultural Citronela, que já existe desde 2018 como um coletivo, foi institucionalizada como organização em 2024 e é formada por formada por Alice Penna, Débora Bergamini, Juliana Borges, Livia Razente, Matias Borgström, Pedro Gorski e Ricardo Imakawa.
Ilhabela fica no Litoral Norte de São Paulo, a 200 quilômetros da capital paulista. É o município com maior percentual de Mata Atlântica preservada do Brasil (80% do território) e reúne algumas das praias mais bonitas do país, além de cachoeiras, trilhas ecológicas, uam rica fauna e um patrimônio cultural importante.
Tendo como cenário o mar, a mata e toda a beleza de um dos destinos mais encantadores do litoral paulista, o Citronela Doc propõe ao público uma experiência que une cultura e natureza.
O 5º Citronela Doc é realizado por meio do meio da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), do Ministério da Cultura, e do Programa de Ação Cultural (ProAc) do Governo do Estado de São Paulo, com produção da Associação Cultural Citronela e co-produção de Ver Para Crer, BR8 Cultural e Salga Filmes.
SERVIÇO:
5º Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela
27 a 31 de agosto de 2025
Entrada gratuita
Locais:
Hostel da Vila (27 e 28): R. São Benedito, 202, Centro
Esporte Clube Ilhabela (29 a 31): Av. Força Expedicionária Brasileira, 73, Santa Tereza, Ilhabela (SP)
Mais informações no perfil do Instagram @citroneladoc
Email de contato: festivalcitroneladoc@gmail.com
Informações para a imprensa:
Juliana Tiraboschi – (11) 9-8444-1243
juliana.tiraboschi@gmail.com
CURADORES
Luciana Oliveira (@oliveiravieiralu) é de Aracaju. Graduada em Audiovisual, Mestra em Cinema e Narrativas Sociais e doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe. É diretora geral da EGBE – Mostra de Cinema Negro. Faz parte da Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro e integra o Fórum Permanente Audiovisual Sergipe. É curadora da Mostra Nacional do Circuito de Cinema de Penedo, foi curadora e júri em festivais como o Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil, Festival Sergipe de Audiovisual e Mostra Competitiva de Cinema Adélia Sampaio.
Bethania Maia (@maiabethania) é de Brasília. Produtora, curadora, programadora e júri de mostras e festivais desde 2011. Produtora executiva em projetos audiovisuais desde 2018, realizou clipes, curtas, longas, seminários e publicações. É coidealizadora do Rastro – Festival de Cinema Documentário e produtora da mostra Kilombinho – Audiovisual Negro com Crianças, Crias e Comunidades. É participante do programa Getting Real ’24 da International Documentary Association e fundadora da Vaporosa Cultural, produtora com foco em narrativas afro-diaspóricas latino americanas.
Francisco Cesar Filho (@xikino2) é de São Paulo. Atua desde 1983 como curador e organizador de importantes festivais e mostras. É curador da Mostra Ecofalante de Cinema e do DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. Foi diretor e curador da Festival de Cinema Latino-Americano de SP, diretor-adjunto do Festival É Tudo Verdade, diretor associado do Curta Kinoforum e curador da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, além de programador do Itaú Cultural, Museu da Imagem e do Som-SP, Centro Cultural São Paulo e do Instituto CPFL.
Juliana Borges (@jujisbor) é da Ilhabela. É documentarista e roteirista graduada em Jornalismo pela USP, mora em Ilhabela (SP), onde é uma das fundadoras do festival Citronela Doc. Assina o roteiro de produções como as séries “Ciência, Substantivo Feminino” (GNT, 2024) e “The Beat Diaspora” (Youtube Originals, 2022) e o longa-metragem “Ouvidor” (Estreia na Mostra Internacional de SP, 2023). Dirigiu a série “Libertárixs” (TV Cultura, 2022) e o curta-metragem “O Último Baile” (2023).
Rodrigo Pereira (@rodrigoarte_producao) é de Caraguatatuba. É produtor cultural há 20 anos, é formado em gestão cultural e em produção audiovisual pelo Instituto de Cinema de São Paulo. É produtor cultural de festivais no Litoral Norte, entre eles: “Festival Felino Preta” e “Festival Felino de Artes”, idealizador e diretor de produção do Caraguatá Panorama de Cinema Indígena. Fundador do Cineclube Sambaqui, curador dos projetos “Cinema para Todes”, Sala de Cinema Hartãt e curador da sala de Cinema do ponto de Cultura Circo Navegador, todos no Litoral Norte.
Débora Bergamini (@deborabergamini), de Ilhabela/Berlim.
Produtora cultural e artista multilinguagem, formada em História, Artes Visuais e Pedagogia, pós-graduada em Gestão Cultural e Mestra em Educação. Reúne experiências em diversas áreas do mercado criativo, incluindo criação, curadoria, pesquisa, produção, formação e construção de redes, com atuação dentro e fora do país. Em parceria com a Associação Citronela, concebeu e dirigiu a Escola Livre de Cinema Caiçara, projeto indicado ao Prêmio Brasil Criativo 2024. Recebeu o Prêmio Memória e Pertencimento do Governo de São Paulo, em reconhecimento ao seu impacto na cultura paulista, sendo uma das pessoas mais jovens a conquistar essa distinção. Em 2025, lançou HUMAN XR, experiência imersiva que teve sua Avant-Premiere no Marché Du Film do Festival de Cannes.
Matias Borgström (@matias.borgstrom), de Ilhabela/São Paulo.
Documentarista há mais de uma década. Cofundou a Salga Filmes, produtora de documentários autorais e independentes. É membro fundador e diretor de programação do Citronela Doc. “Ouvidor” (Mostra de São Paulo, Krakow Film Festival, Olhar de Cinema) é seu primeiro longa-metragem como diretor e produtor.
Grade de programação – Citronela Doc 2025
27 a 31 agosto 2025
Esporte Clube Ilhabela
Av. Força Exped. Brasileira, 75 – Vila
Hostel da Vila
- São Benedito, 202 – Vila
Entrada gratuita
Citronela doc online
1 a 10/9
Spcineplay
27/8 Quarta-feira
Hostel da Vila
19h30
A Sua Imagem na Minha Caixa de Correio – 17’
Silvino Mendonça
Classificação indicativa: 10 anos
Acessibilidade: legenda descritiva
20h
Criaturas da Mente – 84′
Marcelo Gomes
Classificação indicativa: 12 anos
21h30
Festa de Abertura
Sindicato do Jazz
Dia 28 Quinta-feira
Hostel da Vila
19h
Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe – 75′
Aldira Akay, Beka Munduruku, Rilcélia Akay
Acessibilidade: legenda descritiva e libras
20h30
Alma Negra, do Quilombo ao Baile – 108′
Flavio Frederico
Classificação indicativa: 16 anos
22h30
Música
DJ Carla Behara
Dia 29 Sexta-feira
Esporte Clube Ilhabela
14h30
Mostra Litoral Norte e Vale do Paraíba (47’)
Entre Linhas e Lutas – 4′
Bruna Souza
Acessibilidade: Legenda em português
São Pedro Pescador – 14′
- Valpereiro
Acessibilidade: Legenda em português
Djaexáa Porã- Um olhar para o futuro – 14′
Adolfo Wera Mirim
Acessibilidade: Legenda em português, libras
Dona Lourdes – 15′
Maria Sol
Acessibilidade: legenda descritiva e libras
15h30
Debate
Memória, Identidade e Território: o audiovisual como ferramenta
17h00 – 21h
Mostra XR
Human – 15’
Débora Bergamini
17h30
Filme convidado
Topo – 83’
Eugenio Puppo
Acessibilidade: legenda descritiva, libras
19h15
Sessão especial Escola Livre de Cinema Caiçara
DÊsGRAÇAs – 3’
Goraco
O Som da Maré – 25’
Escola Livre de Cinema Caiçara
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: legenda descritiva, libras
20h00
Cerimônia de abertura
Pocket Show Brenalta + DJ Pipoo
21h
Mostra Litoral Norte e Vale do Paraíba (72′)
Mini Doc EP Sóis – Brenalta – 13′
Rafael César
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: Legenda em português, libras
Dança de São Gonçalo – Tradição e Fé Caiçara – 17′
Felipe Scapino
Acessibilidade: legenda em português
Muito Além do Balcão – 15′
Júnior Guimarães e Diego Menezes
Classificação indicativa: 14 anos
Fernando Bispo, uma vida na arte educação – 27′
Raíssa Fernanda
Acessibilidade: legenda em português, libras
22h30
Música
DJ Nasta
Hostel da Vila
Dia 30 Sábado
Esporte Clube Ilhabela
10h30
Encontro: O mercado audiovisual no Litoral Norte e Vale do Paraíba
14h30
Sessão de Curtas (68′)
A Nave que nunca pousa – 15′
Ellen Morais
Classificação indicativa: 12 anos
Acessibilidade: legenda descritiva, libras
Domingo no Golpe – 23′
Giselle Beiguelman e Lucas Bambozzi
Sukande Kasáká | Terra Doente – 30’
Kamikia Kisedje e Fred Rahal
16h00
Maestra – 60’
Bruna Piantino
Classificação indicativa: 10 anos
17h
Debate
A Cultura Queer: Potência, Resistência e Revolução
17h00 – 21h
Mostra XR
Human – 15’
Débora Bergamini
18h15
Música
DJ Norma Nascimento
19h
Mambembe – 97’
Fábio Meira
21h
Salão De Baile – 94’
Juru e Vitã
Classificação indicativa: 14 anos
22h40
Performance
Coletivo Ballroom Litoral Norte
23h
Música
DJ Kost
Dia 31 Domingo
Esporte Clube Ilhabela
14h30
Sessão de Curtas (73′)
Sobre Plantas, Mãos e Fé – 16’
Danielle Azevedo e Gabriela Alcântara
Donas da Terra – 20′
Ana Marinho
Talvez Meu Pai Seja Negro – 24′
Flávia Santana
Na Volta Eu Te Encontro – 13′
Urânia Munzanzu
16h15
Tijolo Por Tijolo – 103′
Victória Álvares e Quentin Delaroche
Acessibilidade: Legenda descritiva, libras
17h – 21h
Mostra XR
Estação Imersiva Uxil’nexa D’manedwa Toré Virtual – 9’
Hugo Fulni-ô e Carolina Berger
18h15
Debate
Direito à cidade: classe social e moradia em Ilhabela
19h30
Cerimônia de encerramento
Preta Poesia + TGO
20h
Sessão de encerramento
Ritas – 83’
Oswaldo Santana
Classificação indicativa: 14 anos
Medidas de acessibilidade
>> Filmes com legenda descritiva e libras
>> Todos os debates têm intérprete de libras
>> Espaço preparado para receber pessoas com deficiência e mobilidade reduzida
>> Equipe preparada para receber pessoas com deficiência
Serviços
27 e 28/08
Hostel da Vila (a partir das 17h)
Café Floresta
Drinks e comidinhas
29 a 31/08
Esporte Clube Ilhabela (a partir das 17h)
Dita Birita
Drinks
Audace Store
Vinhos
Livraria Canoa
Livros
Espaço das Pretas
Afroempreendedorismo e moda
Café Eté
Café e snacks (a partir das 15h)
Citronela Doc Online
1 a 10/9
Spcineplay
Mostra Litoral Norte e Vale do Paraíba – online
As Raízes da LGBTfobia no Brasil, 28’
Alexsandro Stenico
São José dos Campos
Banhado de Folhas, 20’
Mariana Diniz
São José dos Campos
Candinha, 11’
Karola Lobo
Taubaté
Gugu Tecelã, 9’
Dannyel Leite
Caçapava
Sabores da Sobrevivência, 25’
André Augusto e Pedro Furtado
Ilhabela
Trancistas, 75’
Mariane Garcia
Caraguatatuba
Trajetórias – Mulheres, Ofícios e Vidas, 25’
Raphael Carlos
Jacareí
Viajante das Marés, 77’
Litiane Fernandez
Caraguatatuba
Consulte o catálogo da Spcine Play para assistir outros filmes da programação do Citronela Doc
Fichas técnicas:
Mostra Nacional – Longas-metragens
Alma Negra, do Quilombo ao Baile
Direção: Flavio Frederico
Estado: SP
Ano:2024
Duração: 107 minutos
Classificação: livre
Sinopse: O filme é um amplo mergulho no universo afrobrasileiro por meio da música soul, retratando desde o surgimento do gênero, a chegada no Brasil no final dos anos 1960, o sucesso na indústria fonográfica até o ápice com os famosos bailes blacks no Rio de Janeiro e em São Paulo. O documentário retrata, além dos aspectos musicais, o movimento de valorização da cultura negra e a luta política contra o racismo na época. Pelo olhar de algumas das grandes intelectuais negras dos anos 1970 e de hoje, como Beatriz Nascimento, Lélia González e Edneia Gonçalves, a obra busca nos quilombos e nos bailes de soul, retratar a alma da negritude brasileira.
Participação em festivais:
Festival do Rio, 45a Mostra Internacional de São Paulo, 45o Festival del Nuevo Cine Latino Americano de La Habana (Cuba), 19o Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro, 28a Mostra de Cinema de Tiradentes, 16o FESTIN – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Portugal), INEDIT Brasil.
Criaturas da Mente
Diretor: Marcelo Gomes
Estado: RJ/PE
Ano: 2024
Duração: 85 minutos
Classificação: 12 anos
Sinopse: O sonho como motor da revolução humana. Esse é o mote de Sidarta Ribeiro, neurocientista brasileiro que, há 20 anos, estuda os mistérios do sonhar. No filme, Sidarta explora como os sonhos e outras formas de acesso ao inconsciente podem transformar a experiência humana. Em sua investigação, propõe unir os saberes ancestrais dos povos originários e de origem africana no Brasil ao conhecimento científico, além de uma reavaliação científica das experiências com alucinógenos.
Participação em festivais: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Maestra
Direção: Bruna Piantino
Estado: MG
Ano: 2024
Duração: 60 minutos
Classificação: 10 anos
Sinopse: Maestra nos dá a conhecer não uma maestra sinfônica, mas uma maestra de outras obras, uma mestre de obras, Cenir Aparecida da Silva. O que rege, com o quê, com quem, para quê e para quem rege a maestra? Cena a cena, filmadas no período de seis anos, nos muitos gestos de um trabalho incessante, o seu, combinam-se cálculo, força e um certo jeito de corpo. Cada gesto, uma parte daquilo que os que não constroem acostumaram-se a comprar pronto – uma obra, guarda uma técnica e uma linguagem que precisam ser compartilhadas para que os que constroem possam se contrapor à dureza da vida, esta que precisa abrigar-se num quarto cor-de-rosa, numa casa, numa cidade que não se lhes oferecem prontos.
Participação em festivais:
CINE BH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte.
Mambembe
Direção: Fabio Meira
Estados: RJ/PA
Ano: 2024
Duração: 97 minutos
Classificação: livre
Sinopse: Um filme sobre a tentativa de se fazer um filme. O diretor retoma uma filmagem de 2010 sobre um topógrafo errante e seu encontro com três mulheres de um circo mambembe. Por meio da história desses personagens, o longa lida com o acaso e, ao mesmo tempo, reflete a respeito da construção artística.
Participação em festivais:
Festival do Rio, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Forumdoc.BH, Panorama Internacional Coisa de Cinema (vencedor de melhor filme e melhor montagem), Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – FICA (vencedor de melhor Filme, melhor montagem, melhor direção), CinePE, Festival de Cinema de Vitória, Guarnicê.
Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres Peixe
Direção: Beka Saw Munduruku, Rilcélia Akay de Souza Munduruku e Aldira Akay Munduruku
Estados: PA/RJ
Ano: 2025
Duração: 72 minutos
Classificação: livre
Sinopse: Nas margens do Tapajós, no Pará, a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, onde humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. No dia-a-dia da aldeia Sawre Muybu, as mulheres peixes usam as câmeras de cinema para proteger a Amazônia das forças que destroem a floresta, evocando os espíritos da floresta que não são apenas forças espirituais ancestrais, mas parte da família.
Participação em festivais:
É Tudo Verdade – Brasil, Hot Docs – Canadá, Mostra Ecofalante – Brasil, Festival Étonnants Voyageurs – França.
Ritas
Direção: Oswaldo Santana
Estado: SP
Ano: 2025
Duração: 83 minutos
Classifica
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