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Marcos Michalak

“Divórcio Cinza”: Saiba por que separações após 50 anos de idade crescem no Brasil

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Especialista em perfil comportamental faz alertas sobre o assunto

Dados do IBGE mostram que, em 2023, quase 30% dos divórcios eram de casais com mais de 50 anos, o que tem se tornado mais comum no Brasil e está sendo conhecido como “divórcio cinza”. Trata-se de um aumento expressivo comparado a 2010, quando o índice era inferior a 10%. Esse crescimento, mais perceptível entre mulheres, está ligado à longevidade e ao desejo de autonomia, segundo o levantamento. Empresária, responsável pelo paisagismo dos maiores eventos do Rio de Janeiro, como Rock in Rio, Madonna, Lady Gaga e Shakira, Bernadete Lima é um exemplo disso pois viveu a separação nessa fase da vida.

“Aos 55 anos, eu carregava uma empresa trintenária, tinha dois filhos, uma casa para administrar e um casamento que, a princípio estava bem. Quando após 25 anos de união, tudo acabou, descobri que tinha esquecido de cuidar de mim. E foi assim que recomecei a partir do susto, finalizei a faculdade, que estava em andamento e agora busco incentivar outras mulheres a reiniciarem suas jornadas na vida.”, explica Bernadete, que também é especialista em perfil comportamental e criadora do projeto JQVE (Jardim que Você É), uma metodologia de cultivo pessoal para ajudar mulheres acima dos 60 anos em transição de vida, tanto no sentido profissional quanto pessoal.

Os casais muitas vezes reavaliam suas relações quando os filhos saem de casa, percebendo uma falta de afinidade que pode levar ao divórcio. Apesar da oportunidade de um novo começo, a separação traz desafios, como a solidão após anos de convivência. Questões financeiras também pesam, já que há custos de manter duas casas, especialmente em uma fase de menor renda.

“Costumo dizer que esse é o silêncio mais perigoso da nossa geração. Muitas mulheres entre 60 e 75 anos nunca tiveram autonomia completa. O pai dizia pra estudar que casar é bom e o marido assinava os contratos. Quando ele sai, morre ou desliga, sobra uma mulher inteligente perdida diante de planilhas não por falta de capacidade, mas pela ausência de tempo de atenção nesse assunto. Assim, penso que toda mulher nessa faixa de idade deve sentar com um especialista, pedir ajuda e entender o próprio dinheiro. Ainda dá tempo.”, salienta Lima.

Para outras informações e para participar do projeto JQVE (Jardim que Você É), basta acessar o perfil do instagram @bernadetelimacoach

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