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Cabelos ralos: como prevenir e tratar o afinamento capilar

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Créditos da Foto: Divulgação
A médica Isabel Martinez explica também que o afinamento dos fios é um dos sinais mais comuns do climatério Os cabelos ralos são caracterizados pelo aspecto “minguado” e podem ser um incômodo para grande parte das mulheres. Ele acontece quando o fio produzido pelo folículo passa a nascer progressivamente mais fino e menos resistente. Esse processo tem nome: miniaturização folicular. A médica Dra. Isabel Martinez afirma que a causa mais comum é a alopecia androgenética, uma condição genética influenciada por hormônios e pelo envelhecimento biológico do folículo. “Nas mulheres, o afinamento pode se tornar mais evidente a partir dos 40 anos e geralmente se intensifica no climatério e na menopausa. E aqui vale uma explicação que vai além do habitual “é só a queda do estrogênio”: o que mais pesa é a mudança de equilíbrio entre os hormônios. O estrogênio, que ajuda a manter o fio por mais tempo na sua fase de crescimento, diminui; e a progesterona — que, entre outras funções, freia dentro do folículo a conversão da testosterona em DHT, o androgênio que afina o fio — cai ainda antes. Com menos desse freio, o folículo fica mais exposto à ação androgênica, e a predisposição genética que até então estava contida começa a se manifestar”. Ela lista outros fatores contribuem para o problema: “Deficiências nutricionais (sobretudo ferro, vitamina D e proteínas), doenças da tireoide, estresse crônico, inflamação do couro cabeludo, alterações metabólicas (como a resistência à insulina), uso de certos medicamentos e algumas doenças autoimunes.Um ponto importante: afinamento não é a mesma coisa que queda. Muitas vezes a mulher percebe o cabelo “mais ralo” e imagina estar perdendo muitos fios, quando o que mudou foi a espessura — o fio passou a nascer mais fino, e não necessariamente a cair mais” Dra Isabel afirma que a prevenção depende da causa. Segundo ela, quando há predisposição genética, não é possível impedir completamente o afinamento ao longo da vida. Mas o diagnóstico precoce permite retardar de forma significativa a sua progressão. A médica listou algumas medidas ajudam a preservar a qualidade dos fios:
  • Manter alimentação adequada, rica em proteínas, ferro e micronutrientes.
  • Investigar e tratar alterações hormonais, quando indicado.
  • Controlar doenças da tireóide e outras condições sistêmicas.
  • Evitar processos químicos excessivos e agressões repetidas aos fios.
  • Identificar cedo os sinais de miniaturização, por meio de avaliação especializada.
“Quanto mais cedo o afinamento é reconhecido, maiores são as chances de preservar os folículos ainda ativos e manter a densidade capilar por mais tempo” Cabelo fino não é a mesma coisa que afinamento capilar A CEO da Climex explica que algumas pessoas têm fios naturalmente finos por características herdadas da família. Nesses casos, o diâmetro do fio sempre foi menor — o que não significa necessariamente doença capilar nem afinamento progressivo no futuro. “Ter o fio fino é diferente de apresentar afinamento.O afinamento é um processo dinâmico: o fio vai se tornando progressivamente mais fino ao longo dos anos. Já quem nasceu com fios finos pode manter essa característica a vida inteira, sem perda significativa de densidade. Por isso, na avaliação médica, é fundamental distinguir uma característica genética individual de um processo patológico em evolução”.
Créditos da Foto: Divulgação
Créditos da Foto: Divulgação
Tratamentos As abordagens hoje estudadas têm como objetivo preservar o folículo, estimular a sua atividade biológica e melhorar a qualidade do fio produzido, de acordo com a médica. Qual delas faz sentido, e se faz, depende inteiramente de cada caso. Dra. Isabel elencou elas: Terapias medicamentosas: Tratamentos tópicos e sistêmicos que atuam prolongando a fase de crescimento do fio e reduzindo a progressão da miniaturização; Microinfusão e terapias injetáveis: permitem levar substâncias diretamente ao couro cabeludo, em casos selecionados; Laser e fotobiomodulação: usam comprimentos de onda específicos para estimular o metabolismo das células do folículo; Plasma rico em plaquetas (PRP) e terapias regenerativas: buscam aproveitar fatores de crescimento do próprio organismo para estimular o ambiente ao redor do folículo, mas precisam de mais estudos; Exossomos: são vesículas microscópicas que transportam sinais biológicos e despertam grande interesse na tricologia. É preciso, porém, separar a expectativa da realidade regulatória: no Brasil, a ANVISA classifica os exossomos como cosméticos de uso tópico, não autorizando a aplicação injetável. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também alerta para a escassez de evidências clínicas robustas em humanos. É, portanto, uma área promissora — mas ainda em construção; Abordagem hormonal: no climatério e na menopausa, investigar o cenário hormonal pode ser parte importante da estratégia, já que — como vimos — as variações de estrogênio, progesterona e androgênios influenciam diretamente o ciclo e a qualidade do fio. “O tratamento ideal depende da causa do afinamento, da idade, do estágio da perda e das condições de saúde associadas. Justamente por isso, a avaliação individual continua sendo o ponto de partida indispensável”, finaliza. Dra. Isabel Martinez
CRM-SP 115398 | Coren-SP 89562
CEO | Climex®️ | Clínica Martinez®️
Fundadora da Climex Academy e criadora do conceito Climex®️ ⚠️ Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Procure sempre seu médico de confiança para avaliação individualizada.

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