Saude e Beleza
Câncer de mama deve atingir 2,1 mil mulheres em Goiás em 2026
Em Goiânia, estimativa é de 620 novos casos; especialistas reforçam importância da mamografia, avaliação do risco individual e acompanhamento durante todo o ano
O câncer de mama deve atingir cerca de 2.150 mulheres em Goiás ao longo de 2026. Em Goiânia, são estimados 620 novos casos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença permanece entre as neoplasias de maior impacto para a saúde feminina no estado.
Os números reforçam um alerta que ganha visibilidade durante o Outubro Rosa, mas que precisa permanecer ao longo de todo o ano: o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e pode mudar de forma significativa o percurso da paciente.
Neste ano, o Hospital Mater Dei Goiânia integra as ações do Outubro Rosa com foco na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento da mulher durante toda a jornada de cuidado.
Quando começar a mamografia?
Para mulheres com risco habitual, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é de mamografia anual a partir dos 40 anos. Em pacientes com risco aumentado, no entanto, o acompanhamento pode precisar começar antes e ser individualizado.
A mastologista Mariana Lobo, do Hospital Mater Dei Goiânia, explica que a avaliação não deve considerar apenas a idade. “A mamografia é fundamental porque consegue identificar alterações antes mesmo que elas sejam percebidas pela mulher. Para quem tem risco habitual, o rastreamento começa a partir dos 40 anos, mas mulheres com histórico familiar importante ou outros fatores de risco precisam ter uma avaliação individualizada, porque pode haver indicação de acompanhamento mais precoce”, afirma.
Ela destaca que histórico familiar é apenas uma parte dessa avaliação. “Ter casos de câncer de mama na família é importante, mas não é o único fator de risco. Idade, hábitos de vida, obesidade, consumo de álcool, exposição hormonal e fatores genéticos também precisam ser considerados. Por isso, não existe uma única orientação que sirva da mesma forma para todas as mulheres”, explica.
Diagnóstico precoce muda o tratamento
Quando a doença é descoberta em fases iniciais, a paciente costuma ter mais possibilidades terapêuticas e, em muitos casos, tratamentos menos extensos. “Quanto mais cedo o câncer de mama é identificado, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores são os resultados. O objetivo do rastreamento é justamente encontrar a doença antes que ela provoque sintomas ou chegue a estágios mais avançados”, ressalta a mastologista.
O alerta também vale para mulheres que não apresentam qualquer sinal aparente. “Não sentir nada não significa que não seja necessário fazer acompanhamento. Muitas alterações iniciais não são perceptíveis. É por isso que consulta e exames precisam fazer parte da rotina da mulher, e não acontecer apenas quando surge um sintoma”, acrescenta.
Consulta ginecológica também pode ajudar na prevenção
O ginecologista também tem papel importante no cuidado contínuo com a saúde da mulher e pode ajudar a identificar fatores de risco, orientar sobre exames e encaminhar para avaliação especializada quando necessário.
Segundo o médico ginecologista Guilherme Ângelo, do Hospital Mater Dei Goiânia, a consulta de rotina permite reunir informações que vão além do exame físico. “O ginecologista acompanha a mulher ao longo de diferentes fases da vida e, durante a consulta, consegue avaliar histórico familiar, uso de hormônios, idade, hábitos de vida e outras situações que podem modificar o risco para câncer de mama. Esse acompanhamento ajuda a identificar quem precisa de uma investigação mais individualizada”, explica.
Ele destaca que nem todas as mulheres apresentam o mesmo risco e que alguns fatores relacionados à vida reprodutiva e hormonal também precisam ser considerados na avaliação. “O histórico ginecológico faz parte dessa análise. Uso de hormônios, tempo de exposição hormonal, idade e antecedentes pessoais e familiares são informações que ajudam a definir como esse acompanhamento deve ser feito”, afirma.
Hábitos de vida também entram nessa conta
Além dos exames, manter uma rotina mais saudável também faz parte das estratégias de redução de risco.
De acordo com o médico, atividade física regular, controle do peso, alimentação equilibrada e redução do consumo de bebidas alcoólicas são medidas importantes para a saúde da mulher de forma geral e também para redução de fatores associados ao câncer de mama. “A prevenção não depende de uma única medida. Ela envolve acompanhamento médico, exames quando indicados e hábitos que precisam ser mantidos ao longo da vida. O problema é que muitas mulheres só procuram atendimento quando aparece algum sintoma ou acabam adiando consultas por causa da rotina”, pontua.
Para o ginecologista, a ausência de sintomas não deve ser motivo para postergar o acompanhamento. “Quando a mulher está bem, é justamente o momento de fazer prevenção. A consulta não deve acontecer apenas quando existe uma queixa. Manter esse acompanhamento regularmente permite identificar riscos e alterações mais cedo”, reforça.
Outubro termina, prevenção continua
A mastologista ressalta que o Outubro Rosa tem um papel importante de conscientização, mas não deve concentrar o cuidado apenas em um mês do ano. “O Outubro Rosa é uma oportunidade de lembrar as mulheres sobre prevenção e diagnóstico precoce, mas esse cuidado precisa acontecer o ano inteiro. Não adianta lembrar da mamografia apenas em outubro. O mais importante é transformar essa conscientização em uma rotina de acompanhamento”, afirma.
O Hospital Mater Dei Goiânia reforça que o cuidado com a saúde da mulher envolve prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo, respeitando o histórico e as necessidades individuais de cada paciente.
(Crédito: iStock)
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