Alê Astolphi
MC Carol fala sobre o papel do feminismo em sua infância durante evento no Rio de Janeiro
“Eu nasci feminista”, cometou a artista a relembrar sua trajetória em painel sobre o impacto da arte
MC Carol foi uma das grandes convidadas do Festival Cria Brasil, participando de um painel especial sobre a arte como ferramenta de impacto. Na ocasião a cantora e atriz comentou sobre sua história como uma criança que enfrentou muitos preconceitos e superou essas ideias para alcançar uma carreira de sucesso “Eu já era feminista e não sabia, porque eu via esses preconceitos e não aceitava”, comentou.
Durante o painel, a MC revisitou sua trajetória, desde a infância com os bisavós, a perda de sua família e como a arte e a consciência de feminismo a levaram para uma nova realidade. “Na época da escola, tudo o que eu queria fazer era jogar bola na quadra. Tudo eu ouvia a frase, você não pode, porque você é menina. E aquilo me incomodava, porque eu era capaz. Eu era capaz de jogar futebol, eu era capaz de tudo que um menino podia.”
Para ela, esse período é parte importante da construção da mulher e da artista que, hoje, pode ajudar e conscientizar muitas meninas que são feministas sem saber. “Eu nasci feminista e não sabia, porque eu era muito criança. Mas algo sempre me incomodou. Eu sentia que o mundo era diferente de mim”.
O Festival Cria Brasil é uma realização de Criape, com co-realização de Brada e incentivo da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei de Incentivo à Cultura do ISS. Com o objetivo de dar mais voz para projetos sociais que precisam do apoio de leis de incentivo, mostrando caminhos e possibilidades para que as iniciativas saiam do papel.
“Estamos muito felizes com o resultado. Recebemos centenas de pessoas, realizamos mais de trinta palestras e possibilitamos encontros que resultam em networking, amizades e compartilhamento de ideias que constroem o futuro da inovação social”, falou Vanessa Pires, CEO da Brada e idealizadora do evento.
Além de MC Carol, também participaram Alice Carvalho, atriz do filme Agente Secreto, indicado ao Oscar, Larinha Dantas, cineasta e diretora de filmes, e a mediação de Ana Carolina Sauwen, atriz e diretora.
Alice também levou sua visão para a mesa, como alguém que apoia projetos periféricos e incentiva a construção de consciência social. “Mesmo estando em um mainstream, nessas grandes empresas, acho que a nossa missão é lembrar de onde a gente vem. Acho que esse é nosso papel como artista e produtor cultural”, falou a atriz.
O evento, considerado o maior de economia criativa do Brasil, foi dividido entre três trilhas, que apresentaram palestras para diferentes eixos da transformação social, além da Maratona de Impacto, que premiou projetos em até R$15 mil.
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