Além de bolsonarista, Guilherme de Pádua foi stripper e ator de filme erótico

Guilherme de Pádua, morto em decorrência de um infarto neste último domingo, 6, era bolsonarista e em seu passado ele carregava os títulos de stripper e ator de filme erótico, tudo isso antes de se tornar pastor evangélico na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Recentemente, a série documental “Pacto Brutal” mostrou em detalhes como ele e sua então esposa Paula Thomaz assassinaram a atriz Daniella Perez, filha de Glória Perez.

Crédito: Reprodução/TwitterAlém de bolsonarista, Guilherme de Pádua foi stripper e ator de filme erótico
Crédito: Reprodução/TwitterAlém de bolsonarista, Guilherme de Pádua foi stripper e ator de filme erótico

Guilherme e o Bolsonaro

“Esses políticos corruptos, esses esquemas de tetas públicas que o pessoal fica só explorando o povo brasileiro, e o dinheiro e as melhorias não chegam na mão do povo, não chegam na vida do povo”, falou De Pádua pelas redes sociais durante um ato pró-Bolsonaro em Brasília. “Se Deus quiser, o Brasil vai mudar”, disse ele em 2020, logo no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em que o presidente Jair Bolsonaro minimizava o impacto da doença.

Ainda no mesmo ano, Guilherme voltou a expressar apoio ao presidente nas eleições municipais: “Quem está decidindo as eleições não são os radicais, nem de direita nem de esquerda. São os moderados, aqueles que querem um Brasil melhor, que querem um Brasil pacificado. Então, seja quem ganhar parece que a chance é maior do Bolsonaro”.

Não há muito tempo, começou a ser divulgado na mídia que Guilherme de Pádua teria se encontrado com Bolsonaro em Belo Horizonte para um almoço. O próprio presidente foi para as redes sociais negar que tal encontro aconteceu. Mas, fato é que ele e Michelle Bolsonaro visitaram a Igreja Batista da Lagoinha, onde Guilherme era o pastor. Juliana Lacerda, viúva de De Pádua, chegou a postar uma selfie com a primeira-dama, no entanto negou ter proximidade com ela.

Quem foi Guilherme de Pádua?

Nascido em Minas Gerais, Belo Horizonte, no ano de 1969, ele chegou ao Rio de Janeiro no final dos anos 1980, com intuito de conseguir uma carreira artística. Quando aconteceu o crime, Guilherme de Pádua estava no ar na novela “De Corpo e Alma”, a quem interpretava o personagem Bira, um motorista de ônibus que era o par romântico de Yasmin, interpretada por Daniella Perez.

Além dos primeiros passos na TV, ele também já trilhava outro caminho no meio artístico em peças de teatro, como no caso de “Pasolini”, em que ele deu vida a um garoto de programa responsável pela morte do diretor italiano. Ele também interpretou um michê no musical “Blue Jeans”, que foi sucesso na virada dos anos 1980 para os 1990.

Ele também fez outro garoto de programa no filme erótico alemão “Via Appia”, que foi transmitido em diversas saunas de prostituição masculina em Copacabana, no Rio de Janeiro. Nessa mesma época, ele também fez show de strip-tease em uma casa comandada pela travesti Eloína dos Leopardos que tinha o nome de “Galeria Alaska”. O local era conhecido por ser um point gay no bairro da zona sul, e que terminava com todos os homens nus.

A era pastor evangélico

O ex-ator se tornou pastor da Igreja Batista da Lagoinha há cinco anos em Belo Horizonte. Guilherme de Pádua falou poucas vezes sobre o assassinato, mas seu nome sempre esteve atrelado a este fato. De vez quando, até chegou a chamar atenção, como quando fez um canal no YouTube para comentar sobre sua conversão religiosa.

Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, autores do assassinato de Daniella Perez, se separaram pouco depois do crime. Ele se casou com a maquiadora Juliana Lacerda em 2017.

“Casei com o Guilherme porque o amo de verdade e ele é a realização de um sonho em minha vida”, falou Juliana ao jornal Extra na época da cerimônia. “Ele é um homem maravilhoso, só quem o conhece sabe o quanto. Ele não é rico, tem um passado triste, mas, mesmo assim, costumo dizer que ele é o meu marido cem vezes mais”.

“Procurem saber do caso aí direitinho que vocês vão saber o que aconteceu”, disse ela depois, nas redes sociais, disparando na sequência que “coisas absurdas aconteceram” depois do crime. “Se eu for falar aqui, vai ser muito polêmico, muito chocante para vocês”, afirmou. “O Guilherme não é assassino de ninguém”, disse a viúva sem provas.