Saude e Beleza
Fiber Brow: técnica coreana para sobrancelhas chega ao Brasil e promete fios mais naturais sem pigmentação
Procedimento utiliza nanofios biocompatíveis para preencher falhas e criar efeito tridimensional; especialista explica como funciona, duração e cuidados
As sobrancelhas ganharam protagonismo nas rotinas de beleza e, ao mesmo tempo, a busca por resultados naturais tem feito procedimentos muito marcados perderem espaço. É nesse cenário que o Fiber Brow, técnica de origem coreana para reconstrução e preenchimento das sobrancelhas, começa a ganhar espaço no Brasil.
Diferentemente da micropigmentação tradicional, o método não depende da aplicação de pigmentos para criar visual de fios. A proposta é utilizar fios extremamente finos e biocompatíveis, aplicados individualmente na camada mais superficial da pele, para preencher áreas com falhas e proporcionar um efeito tridimensional. A técnica já vem sendo divulgada por profissionais brasileiros e, segundo especialistas que trabalham com o método, pode durar alguns meses antes de precisar de manutenção.

O que é o Fiber Brow?
O Fiber Brow é uma técnica estética de reconstrução temporária das sobrancelhas. Em vez de desenhar fios com pigmento, como acontece na micropigmentação, o procedimento utiliza nanofios sintéticos ou bioidênticos, desenvolvidos para reproduzir visualmente a aparência dos pelos naturais.
“A principal diferença está justamente na proposta de criar fios, e não apenas reproduzir a imagem deles na pele. O Fiber Brow trabalha com fios muito delicados, que são posicionados de acordo com o desenho natural da sobrancelha, respeitando formato, direção e características individuais”, explica Bárbara Peres, enfermeira formada pela UNIP e pós-graduada em estética avançada pelo NEPUGA.
A técnica é indicada principalmente para quem apresenta sobrancelhas finas, falhadas ou com perda de volume e deseja um resultado mais discreto. Por não utilizar pigmentação convencional, o efeito tende a ser mais leve e pode ser modificado conforme os fios naturais e a preferência estética do cliente.

Como o Fiber Brow é feito?
O procedimento começa com uma avaliação da região e o planejamento do formato da sobrancelha. O profissional analisa a anatomia facial, a simetria, o crescimento dos pelos existentes e as áreas que precisam de preenchimento.
Na sequência, os fios são aplicados individualmente com o auxílio de uma agulha ultrafina, seguindo o desenho previamente definido. O objetivo é fazer com que os fios artificiais se integrem visualmente aos pelos naturais, criando um acabamento mais volumoso e realista. Fontes especializadas descrevem a aplicação como superficial e temporária.
“É um procedimento que exige bastante precisão. Não basta simplesmente preencher uma falha: é necessário observar a direção dos fios, a espessura, o desenho e a harmonia com o rosto. O resultado natural depende muito da avaliação e da técnica utilizada pelo profissional”, afirma Bárbara.
Quanto tempo dura o Fiber Brow?
A duração não é permanente e pode variar conforme características individuais, cuidados após o procedimento, pele e técnica empregada. Informações divulgadas por profissionais que trabalham com o método apontam uma durabilidade aproximada de quatro a seis meses, embora o resultado possa sofrer alterações antes disso.
Por ser temporário, o Fiber Brow também permite que o desenho seja adaptado ao longo do tempo. À medida que os fios aplicados são eliminados, uma nova avaliação pode determinar a necessidade de manutenção.
“Uma das características que mais chama atenção é justamente a temporalidade. A pessoa não fica presa durante anos a um único desenho, como pode acontecer com procedimentos de caráter permanente. A manutenção deve ser individualizada e feita somente quando houver indicação”, orienta a especialista.
Fiber Brow é igual à micropigmentação?
Não. Apesar de ambos terem como objetivo melhorar o formato e preencher falhas das sobrancelhas, as técnicas são diferentes.
Na micropigmentação, pigmentos são inseridos na pele para criar efeitos que simulam fios ou preenchimento. No Fiber Brow, a proposta é trabalhar com fios biocompatíveis temporários, criando uma estrutura que se aproxima visualmente dos pelos naturais. Por isso, o resultado é descrito como tridimensional e sem o efeito de uma sobrancelha pigmentada.
“Não devemos tratar as duas técnicas como se fossem equivalentes. Elas têm mecanismos e propostas diferentes. O Fiber Brow busca uma aparência de fios reais e temporários, enquanto a micropigmentação trabalha com pigmentação. A escolha deve considerar o resultado desejado e as condições da pele e da sobrancelha”, destaca Bárbara.
Existem contraindicações?
Como qualquer procedimento estético que envolve a pele, o Fiber Brow exige avaliação individual antes da realização. A presença de infecções, inflamações ou lesões na região das sobrancelhas é um sinal para adiar o procedimento até que o quadro seja avaliado e tratado.
Também é necessário ter atenção em casos de alterações dermatológicas na região, histórico de reação a materiais utilizados no procedimento ou outras condições que possam comprometer a cicatrização. Pessoas que estejam realizando tratamentos dermatológicos na área devem informar o profissional antes da sessão.
“A avaliação prévia é indispensável. É preciso verificar a integridade da pele, investigar possíveis alergias e conhecer o histórico do cliente. Se existe alguma alteração na região, o mais seguro é não realizar o procedimento naquele momento e buscar orientação adequada”, ressalta a enfermeira.
Cuidados antes e depois
A preparação e os cuidados posteriores são importantes para preservar a região e reduzir o risco de complicações. O profissional deve orientar individualmente sobre higienização, produtos que devem ser evitados e exposição a fatores que possam interferir na permanência dos fios.
Também é fundamental procurar profissionais capacitados, que trabalhem com materiais adequados e protocolos de biossegurança. Como a técnica envolve a introdução de fios na camada superficial da pele, não deve ser tratada como um procedimento meramente cosmético ou realizado sem treinamento específico.
“O resultado bonito precisa caminhar junto com a segurança. Materiais adequados, higiene, técnica correta e avaliação individual fazem parte do procedimento. Não é apenas uma questão de estética, porque estamos trabalhando diretamente sobre a pele”, finaliza Bárbara Peres.
(Crédito: Divulgação)
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